domingo, 9 de junho de 2024

ROBOZÃO

Sei que muitos sentem a minha falta nesse período em que não estou aqui para escrever sobre nossos atletas, é como já falei antes, às vezes me falta inspiração. Hoje de madrugada, pensei! Uai!, porque não escrever sobre os novos atletas da Pelada do Rocha? e foi assim que decidi escrever sobre o nosso Robozão.

Para muitos, o apelido pode parecer depreciativo, mas na verdade não é. É nossa forma carinhosa, e principalmente dos mais antigos atletas, de descrever a performance dele, durante as peladas.

Robozão, na verdade não pode ser considerado um craque, apesar de fazer jogadas e gols incríveis, além de atuar com maestria no meio, ou  destroçar as jogadas do atacantes adversários, mas sobretudo, não pode ser igualado ao Kelsen e muito menos ao Rocha. Ele está muito acima desses atletas, aliás se fossem eles os concorrentes à bola de ouro, esta já estaria na sua galeria

Outra virtude de nosso Robozão é o fato de ser um agregador. Trouxe para a pelada diversos atletas, não do nível dele, pois o "jogador" não quer concorrência. Além desse fato, foi um dos incentivadores e patrocinador, quando em dado momento, a Pelada do Rocha, estava caminhando para o final, foi com ele e outros atletas que a pelada se manteve.

Para finalizar esse breve relato, deixo aqui meu agradecimento ao nosso Robozão, muito obrigado pelos sábados de pura magia e para a infelicidade de nossos leitores não darei nome aos bois, ou seria ao boi? Sei lá, mas quem frequenta a pelada vai saber de quem estou escrevendo.





Abraços

quinta-feira, 9 de junho de 2022

O REI DA RESENHA

 



 

No imaginário das pessoas sempre aparecem, pelo menos uma vez na vida, a vontade de ser um rei, talvez um rei de um reino perdido, de uma escola, do crime, mas nunca ouvi alguém dizer que fulano de tal é o rei da resenha.

Não sei se existe em outras peladas, mas na Pelada do Rocha tem um que com certeza, coloca todos os reis no bolso, menos a rainha da Inglaterra, pois ela é imbatível.

Tenho certeza que ao começarem a ler esse texto, escrito com atraso, muitos já sabem de quem estou falando e para deixar um pouco de suspense no ar, só vou revelar o nome dele ao final.

Quem está indo na pelada com mais frequência, o que não é o meu caso, sente falta dele, quando que por compromissos com a atleta que tem em casa, deixa de ir na pelada e com isso, por consequência, deixa o ambiente mais triste.

O perfil do nosso resenheiro, se é que podemos assim chama-lo, é na minha modesta opinião, de um cara fantástico, , super pai, alegre, trabalhador e para não encher muito a bola dele além de um bom jogador de linha é eficiente quando resolve ir para o gol.

Para aqueles que não conhecem nosso resenheiro, imagina você chegar para jogar bola na manhã de sábado e ficar rindo das palhaçadas dele até o meio da semana. Segunda-feira, quando fui comemorar o aniversário do RelaGol, nosso eterno artilheiro dos gols perdidos, comentei com um amigo que desconhecia alguém que com suas tiradas, fosse capaz de contagiar todos, fazendo com que muitas vezes a risada fosse predominante em campo. Comentei também que o cidadão parecia, como diriam nossos avós e com todo respeito à classe, “uma lavadeira que perdeu o sabão na beira do rio”, pois ele não para de falar um minuto sequer quando comparece na Pelada do Rocha, ou Pelada do Clinton? Já não sei mais quem manda lá.

Para finalizar, nosso resenheiro mor, mais conhecido entre nós como Sidney Magal, Barbosa ou até mesmo por aquele nome que ele não gosta (arromb...), sempre traz alegria quando comparece aos sábados, fazendo defesas impossíveis, chutando ao gol com força ou fazendo lançamentos primorosos, mas o que ele faz de melhor mesmo é resenhar.

Valeu Robinho. Você faz a diferença na pelada. Nosso Rei da Resenha.


terça-feira, 22 de março de 2022

VIVENDO UM GRANDE DILEMA

 


 

Ser ou não ser. Eis a questão. A frase vem da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare. Encontra-se no Ato III, Cena I e é frequentemente usada como um fundo filosófico profundo. Sem dúvida alguma, é uma das mais famosas frases da literatura mundial. Então vem a minha questão filosófica:

Parar ou não parar de jogar pelada. Eis a questão.

Tenho pensado muito ultimamente em para de jogar bola aos sábados na Pelada do Rocha. Já fazem alguns anos que meu futebol não é o mesmo, muito pelo excesso de peso, como também pelo condicionamento físico, esse último o mais importante dos fatores que estão me levando a refletir sobre a questão. Mesmo porquê já vi atletas muito mais pesados que eu, conseguirem jogar bola com um resultado melhor do que o meu na pelada.

São vários fatores que hoje me fazem pensar em parar. Alguns deles já fazem parte da minha vida amadora há mais de duas décadas, principalmente quando tive o ligamento cruzado anterior rompido no campo do inconfidência, jogando em um sábado à tarde, além de mais três cirurgias para retirar os meniscos. Existem também outros fatores, como gandaia na sexta-feira, desânimo e por aí vai.

Hoje, para fala a verdade, não quero mais jogar, mas fico com um sentimento de culpa, principalmente quando recebo mensagens de amigos da pelada falando que não posso parar, não são poucas as mensagens. Considero-as como verdadeiras e isso causa um dilema tremendo, que não estou conseguindo resolver.

Já são mais de dez anos jogando com a turma, alguns antigos ainda permanecem, outros continuam chegando e fica difícil decidir parar de uma vez. Todos sabem que gosto de jogar bola, mas também gosto de andar de motocicleta e essa paixão pelas estradas tem levado uma vantagem enorme na minha decisão. Hoje estou mais para aquele peladeiro que só vai na resenha ou aquele que vai dar o pontapé inicial na pelada de final de ano.

Enfim! O que fazer? Paro ou não paro. Continuo fingindo que vou jogar bola ou vou andar de moto. Eis a questão.