segunda-feira, 20 de agosto de 2012

AINDA SOBRE RESPEITO


Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo... Quando você mata um homem, está roubando uma vida... Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça.
- Não há coisa mais infame do que roubar.
O Caçador de pipas  (Khaled Hosseini)
Berola & Cia.
Quando me referi aos jovens, na verdade eu generalizei, quis dizer que é muito comum as pessoas mais jovens tentarem se prevalecer diante dos mais velhos.  Com relação ao futebol “quem tá na chuva tem que se molhar”, se os mais velhos se sujeitam a jogar com os mais novos, têm que estar preparados para tudo. Se um mais jovem dribla ou passa pelo mais velho inúmeras vezes, se deixa o mais velho caído com o drible, não ha nada demais: são circunstâncias do jogo que o mais velho tem que aceitar.
Sobre a FALTA DE RESPEITO, bem, vou-me reportar ao texto do autor Khaled Hosseini.
Quando participantes da pelada chegam sistematicamente atrasados, eles não respeitam o horário, a organização, e seus companheiros que chegam cedo, eles estão roubando o tempo dos outros, pois alguns podem ter outros compromissos depois da pelada.
Quando é feito a divisão dos times e alguém se manifesta negativamente quanto à presença de determinados jogadores em seu time, isso é falta de respeito. Essa pessoa está menosprezando um companheiro, podendo deixá-lo constrangido e até chateado, por se sentir inútil para pelada, essa pessoa está roubando um momento de lazer de outro.
Quando alguém não se empenha dentro de campo, quando AVACALHA a pelada, quando joga só pra si e não para o grupo e quando sai da pelada, mesmo quando ele completa o número mínimo de atletas e não se esforça nem um pouco por um companheiro que só jogou um pelada e se ele sair, a pelada acaba, isso é falta de respeito. Essa pessoa não se sensibiliza com a situação dos outros.
Quando alguém "briga o tempo todo", quando reclama sistematicamente de outro, quando xinga todos os companheiros, quando não está nem aí e profere palavrões o tempo todo, isso é falta de respeito.
Quando alguém agride, entra de forma violenta em um outro companheiro, essa pessoa não pensa que pode machucar o colega, e que todos precisam trabalhar no outro dia. Pessoas que jogam ou são esporadicamente agressivos, não respeitam seus companheiros...
Poderia aqui, fazer uma relação infinita de atitudes que caracterizam a falta de respeito, mas somos todos inteligentes e sabemos muito bem o que é isso. Portanto, Berola e amigos, as criticas não são direcionadas para "a" ou "b", para uma ou outra circunstância, para somente os novos ou algum mais velho, as criticas e alertas são para todos se policiarem, para não faltar com respeito com ninguém, senão, a pelada perde sua essência, sua razão de ser.
Quem se propõe a jogar bola deve querer se divertir, deve buscar um momento de lazer

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ANTES PECAR PELO EXCESSO DO QUE PELA FALTA.


Será mesmo que a frase do título deste texto é verdade? Estou pensando nela já há alguns dias, e tenho tentado encontrar explicações por não ser entendido por pessoas de quem gosto.
Para se ter uma ideia, fico me questionando se a verdade apesar de ser dura, tem mesmo que ser dita a qualquer custo, se devemos ser honestos consigo mesmos e com as pessoas que nos cercam, ou devemos atender a expectativa da maioria e nos omitir e principalmente agradar aqueles que por diversas razões tem opiniões diferentes da nossa.
Tenho tentado falar que não sou o dono da verdade, sou apenas o dono da minha verdade e de minhas crenças, fui criado para sempre dizer a verdade, pois segundo meu pai a mentira tem perna curta; Também aprendi na sociedade que tenho que assumir o que faço, pois se não me cobro a fazer o melhor, alguém um dia vai me cobrar e isso não quero.
Também tenho sido questionado por ser o “dono” da “Peladadorocha” e isso não é o que minhas atitudes demonstram ao longo desses anos que convivemos, onde as responsabilidades de organização, controle e divulgação dos nossos encontros aos sábados são divididos com diversos outros integrantes.
Entendo que muitas vezes, tomamos atitudes sem consultar todo o pessoal da pelada, mas convenhamos tem certas ações que precisam de agilidade e torna-se impossível coloca-las em discussão na mesa de um boteco.
Portanto, e apesar de tudo, entendo que mesmo sendo duro ás vezes é preferível ficar vermelho uma única vez, do que ficar vermelho para sempre.

sábado, 11 de agosto de 2012

EXPERIÊNCIA VS JUVENTUDE


Ao ler os dois últimos textos publicados pelo presidente Rocha e pelo nosso magistral técnico Fabinho, respectivamente, fiquei me perguntando o que os levou a publicar tais palavras. Teria alguém, ou até mesmo eu, dito algo que poderia ter ofendido os amigos da pelada?

Fiquei refletindo alguns pontos dos textos e cheguei a achar que o melhor era deixar de participar da pelada por ter entendido que os jovens da pelada estão no lugar errado e fazem a pelada perder a graça. No entanto, resolvi escrever este texto como forma de organizar minhas opiniões sobre o assunto e externá-las aos colegas.

Atualmente pratico futebol duas vezes na semana (se meus joelhos aguentassem certamente seriam mais vezes). Na pelada de terça-feira, a maioria dos atletas são jovens, com os mais velhos chegando no máximo aos trinta e poucos anos. É uma pelada forte, corrida, brigada mas com bom nível técnico e que eu gosto muito de jogar. Para conseguir sobresair é preciso se utilizar de vigor físico e velocidade. Caso contrário, certamente, o destino seria a famosa "de fora".

Aos sábados, "Pelada do Rocha". E, apesar dos elogios tecidos à pelada de terça-feira, sinto-me privilegiado em poder participar da nossa pelada aos sábados pela manhã. Esse sentimento é por poder estar em campo com muitos atletas que, se hoje a idade não os permite correr como ontem, possuem ainda a inteligência que os anos de futebol os ensinaram. Direta ou indiretamente, seus conhecimentos são repassados a mim e aos mais jovens, seja através de um toque de classe, um lançamento, um arremate ou de uma boa conversa sobre posicionamento, táticas e outros "detalhes" do futebol.

Acho admirável atletas como Osvaldo e Rogério Parente que, muitas vezes menosprezados por sua idade, roubam a bola de nós, os mais jovens, com admirável destreza. Sem força física, sem velocidade. A única técnica utilizada é a mental, a que dita o tempo certo para o bote, técnica essa que, nós, os mais jovens, se tivermos sorte, vamos aprender ao longo dos muitos anos de futebol que nos aguarda.

Artilheiros como Relagol que não fazem muito esforço para chegar em certas bolas, por vezes, inflamam a ira de seus companheiros de equipe. A bola tem que ser no pé. Muitos ficam irritados com o estilo de jogo do matador. Mas, a partir do momento que se entende como funciona o futebol do jogador, tudo muda. Isso tem acontecido comigo ao longo desse ano que venho participando da pelada. Se outrora achava ruim não ter um jogador com mais vigor físico para definir a jogada, hoje em dia busco me adequar ao estilo de jogo de quem está ao meu lado. E, apesar de em suas últimas exibições nosso artilheiro ter desperdiçado alguns gols dignos de entrar para o Inacredtável Futebol Clube, todos nós sabemos que, se a bola chegar no seu pé, dentro da área, como ele espera que passemos a ele, não tem pra goleiro nenhum.

Citei o Relagol pois já entramos em atritos algumas vezes. Eu querendo correr mais do que as pernas e lançando "na velocidade" pra ele enquanto ele esperava a bola no pé.  Nas últimas duas ou três peladas que jogamos juntos, no meu entendimento, tivemos um bom aproveitamento e pude até brincar com o fato dos gols que ele fez a partir de minhas assistências. Isso é muito legal e torna o nosso futebol mais divertido.

Aos mais experientes, tenham paciência conosco. Afinal vocês também já foram jovens e assim como nós, já sentiram a sensação de que podem resolver a partida sozinhos, como muitas vezes tentamos fazer. Se hoje não ousam fazer isso não é só porque o corpo não aguenta mas também porque sabem o que realmente significa 'jogar futebol'.

Pra finalizar, peço descupas por mim e os demais "jovens" da pelada caso tenhamos faltado com respeito aos mais experientes em alguma ocasião.

Grande abraço a todos,

Rodrigo Berola